
- Quando eu tinha 14 anos. Eu morava na minha cidade natal com meus pais, tinha muitas amigas. Eu era feliz, não era estranha, usava maquiagem, vestidos, salto. - Ela falou com sorriso lembrando dos bons tempos. - Então uma noite estava na frente da minha casa, ouvi um barulho que vinha dos fundos, fui lá ver o que era, havia um homem lá. - Ela disse com uma cara de nojo. - Eu comecei a corre e grita, então ele me estuprou. - Ela quase chorou falando para Laura. - Algumas semanas se passaram é começou a acontecer coisas estranhas.
- Como assim. - Laura perguntou. Estava interessada em saber de tudo.
- Eu estava gravida, apenas não sabia sobre isso. Até que minha amiga, a Luana me disse pra eu fazer o teste. Eu fiz é deu positivo. - Agora as lagrimas começaram a cair ela não havia percebido. - Eu fui expulsa de casa, corri para casa da minha tia. Ela não queria que eu morasse com ela. Então fui para cidade da minha avó. Eu fiquei lá por alguns anos, as pessoas não falavam comigo todos achavam terrível uma garota com 14 anos gravida.
- Mas, você não teve culpa. - Ela disse tentando acalma-lá.
-Nunca falei a verdade para ninguém, quando estava gravida de cinco meses. Uma garota me empurrou da escada da escola, eu cai desamanhei, quando acordei estava no hospital.
- É o seu bebê? - Ela a interrompeu.
- O médico me disse que eu tinha perdido. Eu comecei a chorar. Mesmo querendo nunca ter ficado gravida com aquela idade, eu nem me importava se o pai dele não era alguém que eu gostava. - Ela riu lembrando de alguma coisa. - Voltei para a escola, depois de dois anos minha avó morreu. Fiquei muito mal, um homem comprou a casa dela ele até me ofereceu o quarto pra ficar, mas tive tanto medo de ficar perto de homens mais velhos. Então resolvi morra com Katia, minha prima.
- Nossa, as pessoas não sabem de nada, elas ficam falando sobre você. Não se importe com essas garotas idiotas. - Falou Laura sorrindo.
- Depois de tudo isso mudei completamente, não gosto de pessoas, as vezes choro sozinha lembrando sobre tudo. - quando sentiu seu rosto molhado começou a enxugar as lágrimas.
- Bem, a minha historia não tem nada a ver. Que dizer, quando eu tinha seis anos eu vi meus pais sendo mortos. Fui tão terrível. Eu também tinha uma vida perfeita. Até o dia que isso aconteceu, eu me tranco no quarto posso ficar dias lá sem olhar para ninguém. As vezes sonho com tiros, mortes. Faço terapia com episcopólogos até hoje.
- Que horror! - Alice abriu a bolsa pegou o livro e começou a observa.
- Pois é, foi tão terrível é marcante, me assusto com qualquer coisa. Já me internaram no manicômio mas não sou louca. As pessoas da cidade de onde vim também me julgavam, me chamavam de órfão, de maluca... - Ela observava a expressão de Alice enquanto falava. - Então eu e minha tia, Juliana decidimos, sair de lá e tentar começar tudo de novo. Mas nada mudou. Eu me corto até hoje. - Ela mostro as marcas no seu pulso para Alice.
- Como foi a escola? Conheceu algum garoto. - Katia perguntou ao ver Alice entra na cozinha.
- Conheci... - Ela comeu alguma coisa.
- Conheceu o que? - Ela tentou adivinha.
- Laura. - ela riu.
- Não acredito nisso Alice. Você fica o dia inteiro sozinha aqui nessa casa. Deveria sair pra algum lugar. - Ela falou entediada.
- Ta vou ali me droga e já volto. - Então subiu as escadas e fechou a porta do quarto. - Porra, essas pessoas não deixam as outras em paz. - Ela disse ao ligar seu MP4 e colocar na sua musica preferida. - The only Exception. Então começou a ler o livro que havia pegado na biblioteca.
Ela leu metade do livro até escultar um latido que vinha do lado de fora. Foi até a janela, era um cachorro branco, pequeno ele parecia perdido. Então foi lá fora. ela o pegou e levou para o seu quarto.
- Você vai ficar bem é vai encontra seu dono. - Ela disse enrolando ele é colocando-o em cima do sofá que tinha lá. Então adormeceu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário