segunda-feira, 21 de novembro de 2011















A poucas semanas de aula,já havia prova marcada. Alice estava estudando para a prova de ciências quando sentiu-se sendo observada. Ela olhou para os lados não tinha ninguém, então foi até a janela, olhou para baixou porém não tinha nem carro passando.
Foi quando Snoop seu cachorro começou a arranha o vidro da janela. Ela olhou reto. Viu um garoto loiro, branco a observando, ela ficou tão assustada que deu um passo para trás quase caio.Ele abriu a cortina da janela.
Alice ficou meia confusa ao olhar seu quarto, não que o dela fosse organizado. Ela podia ver a cama desforrada, os casacos em cima de uma escrivania, e salgadinho aberto.
- Meu Deus. - Falou confusa. Ele pegou um papel e começou a escrever.
"Oi, estou te observando a três dias". Ele passou mais uma folha e escreveu.
"Está com meu cachorro".
"Na verdade ele é do meu irmão".
Ela procurou algum caderno, achou um de Katia. E escreveu.
"Você é muito mal educado".
"Achado não é roubado".
"Devolvo amanhã antes da escola".
-Alice por que a luz do seu quarto ainda está acesa?- Katia gritou da porta do seu quarto.
- Estou estudando- Mentiu.
"Tchau, boa noite".
Ela nem o respondeu fechou a cortina em sua cara deitou na cama e Snoop como ela o chamava deitou ao seu lado.
No outro dia, ela desceu as escadas rapidamente e foi até a cozinha. Ela bebeu o leite direto da caixa, então pegou Snoop como ela o chamava e foi até o lado de fora. Uma mulher que estava jogando água na grama. ficou paralitica ao ver Alice sair na rua com aquelas roupas. Tirando o cabelo e sua cor branca, como se nunca tivesse visto o sol. Ela estava com um vestido acima do joelho, uma das alças grossas do vestido era caída, ele era da cor do papel quando fica velho, com letras pretas escritas em inglês. Ela foi á frente da casa ao lado onde o garoto loiro a esperava.
-Já esta vestido, eu devo ter acordado tarde. - Ela falou entregando o cachorro.
- Não eu me arrumei cedo. - Obrigado por cuidar do Candy. - ele agradeceu.
-Tudo bem. Tchau Snoop. - Ela disse apertando-o.
-O nome dele é Candy.
- Foda-se, quando ele estava comigo o nome dele era Snoop - ela deu de ombros - Você sempre fica olhando a vida dos outros pela janela? Já fez isso com quantos? - Ela perguntou injuriada. Ele riu como se dissesse "Com muitos". - Meu Deus, você é um galinha. - Ela estava voltando para casa quando ele se aproximou.
-Você não vai dizer nem seu nome? - Ele perguntou curioso pela resposta.
-Alice. Agora tenho que ir.
-Sou Mikael, você é difícil de agradar. - Ele logo se arrependeu.
-Não, talvez as outras sejam fáceis demais. - Ela entrou em casa é bateu a porta com força.
Se arrumou e entrou no carro.
-Que beleza de vida. - Reclamou.
-Olha Alice você tem muitas razões para reclamar, se estiver com um namorado vai ser melhor - Falou Katia seria. - Na verdade. Quem vai querer namora com uma garota com esse cabelo desidratado? Sem cuidado, que pinta o cabelo de branco com lilás? Muda um pouco se quiser que eu te leve no salão...
- Eu não quero porra nenhuma agora pare o carro posso ir sozinha. - Ela estava a duas quadras da escola, então abriu a porta fazendo com que Katia fosse obrigada a para o carro.
-Eu só tava tentando ajudar ela disse ao ver Alice descer do carro, ela colocou o fone no ouvido e começou a escultar Mindflow.
-I'll never forget, I saw it in your eyes you gave me the fire, That would break me out, break me out, break me out...
A prova foi fácil mesmo assim Alice ainda havia ficado em duvida se foi bem ou não. Ela e Laura trocaram alguns comentários sobre isso e depois foram ao refeitório.
-Estou com fome. - Reclamou Alice.
-Vamos lá então. - Elas sentaram-se em uma das mesas. Alice estava empolgada até perceber que Mikael estava na mesa ao lado.
- Estou com sede- ela foi pegar água quando Mikael chegou ao seu lado.
-Quem é ela? - Perguntou apontando para Laura. - Sua amiga?
-Não minha irmã!
-Você não tem irmã.
-Claro que tenho, ela só não mora comigo.
-eu não sabia. - Ele se desculpou.
-Porra, você não sabe de nada.
- Você não quer ir na minha casa ver o Candy?
-Não vou na sua casa. - Ela disse friamente.
-Então vou na sua - ele estava empolgado até ser interrompido.
-Se for na minha casa chamo a polícia. - Os dois voltaram para suas mesas.
-Vamos ganhar o próximo jogo pessoal - falou um homem que devia ter 50 anos ele era meio gordo tinha cabelos brancos, usava óculos, nem era tão alto, foi quando Alice percebeu que Mikael e os outros dois garotos morenos usavam uma jaqueta tipo uniforme.
-Que tipo de jogo tem aqui? - perguntou curiosa.
-Hockey.
-Hockey? Qual escola jogaria hockey?- ela disse surpresa.
-Pois é vamos - elas foram para fora, ficaram observando alguns troféus que a escola havia ganhado. Mikael estava em quase todas as fotos.
-Onde será que eles treinam?
-Por que não pergunta pra um veterano? Aquele seu amigo. - Ela estava se referindo a Mikael.
-Ele não é meu amigo, é meu vizinho. Um idiota.
-É bonitinho. Um idiota é claro- disse após ver a cara horrorizada de Alice.
-Vamos agora é educação física.
-É mesmo o vestiário vai ta cheio de cobras.- Alice comentou andando até a quadra.
-Aconteceu alguma coisa? - Laura perguntou a Alice enquanto colocava uma das meias.
-Eu briguei com minha prima, nem sei se vou volta pra casa hoje.
-Pode ficar na minha se quiser- ela disse sorrindo.
-Obrigado.








sexta-feira, 18 de novembro de 2011















- Quando eu tinha 14 anos. Eu morava na minha cidade natal com meus pais, tinha muitas amigas. Eu era feliz, não era estranha, usava maquiagem, vestidos, salto. - Ela falou com sorriso lembrando dos bons tempos. - Então uma noite estava na frente da minha casa, ouvi um barulho que vinha dos fundos, fui lá ver o que era, havia um homem lá. - Ela disse com uma cara de nojo. - Eu comecei a corre e grita, então ele me estuprou. - Ela quase chorou falando para Laura. - Algumas semanas se passaram é começou a acontecer coisas estranhas.
- Como assim. - Laura perguntou. Estava interessada em saber de tudo.
- Eu estava gravida, apenas não sabia sobre isso. Até que minha amiga, a Luana me disse pra eu fazer o teste. Eu fiz é deu positivo. - Agora as lagrimas começaram a cair ela não havia percebido. - Eu fui expulsa de casa, corri para casa da minha tia. Ela não queria que eu morasse com ela. Então fui para cidade da minha avó. Eu fiquei lá por alguns anos, as pessoas não falavam comigo todos achavam terrível uma garota com 14 anos gravida.
- Mas, você não teve culpa. - Ela disse tentando acalma-lá.
-Nunca falei a verdade para ninguém, quando estava gravida de cinco meses. Uma garota me empurrou da escada da escola, eu cai desamanhei, quando acordei estava no hospital.
- É o seu bebê? - Ela a interrompeu.
- O médico me disse que eu tinha perdido. Eu comecei a chorar. Mesmo querendo nunca ter ficado gravida com aquela idade, eu nem me importava se o pai dele não era alguém que eu gostava. - Ela riu lembrando de alguma coisa. - Voltei para a escola, depois de dois anos minha avó morreu. Fiquei muito mal, um homem comprou a casa dela ele até me ofereceu o quarto pra ficar, mas tive tanto medo de ficar perto de homens mais velhos. Então resolvi morra com Katia, minha prima.
- Nossa, as pessoas não sabem de nada, elas ficam falando sobre você. Não se importe com essas garotas idiotas. - Falou Laura sorrindo.
- Depois de tudo isso mudei completamente, não gosto de pessoas, as vezes choro sozinha lembrando sobre tudo. - quando sentiu seu rosto molhado começou a enxugar as lágrimas.
- Bem, a minha historia não tem nada a ver. Que dizer, quando eu tinha seis anos eu vi meus pais sendo mortos. Fui tão terrível. Eu também tinha uma vida perfeita. Até o dia que isso aconteceu, eu me tranco no quarto posso ficar dias lá sem olhar para ninguém. As vezes sonho com tiros, mortes. Faço terapia com episcopólogos até hoje.
- Que horror! - Alice abriu a bolsa pegou o livro e começou a observa.
- Pois é, foi tão terrível é marcante, me assusto com qualquer coisa. Já me internaram no manicômio mas não sou louca. As pessoas da cidade de onde vim também me julgavam, me chamavam de órfão, de maluca... - Ela observava a expressão de Alice enquanto falava. - Então eu e minha tia, Juliana decidimos, sair de lá e tentar começar tudo de novo. Mas nada mudou. Eu me corto até hoje. - Ela mostro as marcas no seu pulso para Alice.

- Como foi a escola? Conheceu algum garoto. - Katia perguntou ao ver Alice entra na cozinha.
- Conheci... - Ela comeu alguma coisa.
- Conheceu o que? - Ela tentou adivinha.
- Laura. - ela riu.
- Não acredito nisso Alice. Você fica o dia inteiro sozinha aqui nessa casa. Deveria sair pra algum lugar. - Ela falou entediada.
- Ta vou ali me droga e já volto. - Então subiu as escadas e fechou a porta do quarto. - Porra, essas pessoas não deixam as outras em paz. - Ela disse ao ligar seu MP4 e colocar na sua musica preferida. - The only Exception. Então começou a ler o livro que havia pegado na biblioteca.
Ela leu metade do livro até escultar um latido que vinha do lado de fora. Foi até a janela, era um cachorro branco, pequeno ele parecia perdido. Então foi lá fora. ela o pegou e levou para o seu quarto.
- Você vai ficar bem é vai encontra seu dono. - Ela disse enrolando ele é colocando-o em cima do sofá que tinha lá. Então adormeceu.


terça-feira, 15 de novembro de 2011
















A chuva lá fora começou a ficar cada vez mais forte. Devia ser uma da manhã. Quando Alice saio do banho, ela estava pesando no primeiro dia de aula, que seria quando amanhecesse. Ela nunca mais teve nenhum amigo depois de ter saído da sua cidade natal.
Ela foi morar com sua prima que era bem mais velha que ela. Como ela não tinha uma vida social decidiu estudar em uma escola integral. Ela abriu um pouco a cortina desde quando tinha se mudado pra casa de Katia, sua prima, ela percebeu que a casa ao lado sempre tinha alguém acordado, o quarto dessa pessoa ficava de frente para o seu.
Deitou-se na cama, começou a lembra das coisas passadas. Ela era tão fria, estava vivendo por que não estava morta. Na verdade já havia tentado se matar tantas vezes. Pensando nessas coisas começou a chorar sem parar até que adormeceu.
-Alice, Alice. Acorde precisa ir pra escola. - Katia entrou no quarto é se deparou com uma enorme bagunça.
- Já vou Katia. - Levantou-se e trancou-se no banheiro por alguns minutos, ela não estava preparada para mais um ano apenas de estudos, ela não gostava de humanos por isso afastava as pessoas com criticas. Sempre tinha estrategias para fazer isso. Apesar de que não era bonita nem chamava atenção. Era estranha.
Ela tinha 16 anos, seu cabelo era branco com californiana lilas. Seus olhos eram castanhos ela era branca, branca demais. Seu estilo era diferente ela nunca mostrava as pernas nem os braços. Ela pegou uma camisa listrada vermelha com branco, casaco preto, calça de moletom e All Star. Fez uma trança bagunçada em cada lado do cabelo. Jogou as coisas dentro da mochila e entrou no carro preto de sua prima.
- Boa aula, querida espero que aqui você faça amigos. - Ela disse com um sorriso.
- Ah, não se preocupe eu vou ficar bem. - Ela desceu do carro. - Bem pior. - Disse ao bater a porta e acenar. Correu rapidamente até encontra sua sala.
Chegando lá, as pessoas a encaravam como se nunca tivessem a visto antes, em uma cidade pequena como aquela todos se conheciam.
- Algum novato? - Perguntou um homem alto, moreno claro com olhos pretos. Ele parecia ser um dos professores. Quatro alunos ergueram a mão. Alice não gostava de se expor, e nem tinha ouvido a pergunta. Observava algumas 'Patricinhas", como ela gostava de chamar as demais meninas.
- Ela parece nova, nunca vi ela antes. - Falou um garoto que parecia ser daqueles, populares que gostar de bater nos nerds.
- Como é seu nome? - O homem perguntou apontando para ela.
- Alice. - Ela respondeu abrindo seu caderno em branco.
Uma menina entrou na sala, Ela era loira tinha mechas cor de rosa no cabelo, usava uma saia jeans uma meia preta que vinha até o joelho, uma blusa branca com casaco marrom. Sentou-se ao lado de Alice.
- Meu Deus de onde está saindo, essas meninas bregas? - Comentou uma garota, que estava cheia de enfeites, laços, brincos, anéis de ouro...
- Da casa da sua avó. - Alice disse seria.
- Affê. - Ela disse sentando-se. - Alem de feia, estranha ainda é grossa.
- E você alem de, metida, chata, burra ainda é lerda. - Retrucou a garota loira com mechas cor de rosa. - Mas eu já sabia que iria conviver com pessoas assim. - Ela explicou pra Alice. - Sou Laura. E você?
- Sou Alice. - Ela disse virando-se para frente, fingindo está prestando atenção no professor.
- Que inútil você é garota combina com a outra ali. - Elas não disseram mais nada até a hora do almoço. Alice foi para a biblioteca procurar alguma coisa legal para ler em casa. Ela procurou em todas as estantes. Havia livros de romance ela odiava final feliz, religiosos, ela não acreditava em Deus. As pessoas falavam que Deus é amor, então por que as pessoas sofrem tanto. Então encontrou um livro Estrada da noite. Ela se interessou é resolveu pegar.
- Também gosta de terro? - Laura surgido de uma das prateleiras.
- Ah, gosto sim. Tu já leu esse? - Ela perguntou.
- Não, Seus amigos devem estar esperando. - Ela disse acompanhando-a até a moça do balção.
-Não tenho amigos - ela respondeu guardando o livro na bolsa. - Eu prefiro ficar longe das pessoas. Elas já me machucaram demais.
- Como assim pode me explicar do começo? - Ela sentou-se em um dos bancos do corredor.
- Claro. Esta mesmo preparada para saber? - Ela perguntou.
- Já ouvir tantas coisas terríveis.
- Bem, quando eu tinha 14 anos...